Ainda Verlaine

Monet, 1875.

I

Le soleil du matin doucement chauffe et dore

Les seigles et les blés tout humides encore,

Et l’azur a gardé as fraîcheur de la nuit.

L’on sort sans autre but que de sortir; on suit,

Le long de la rivière aux vagues herbes jaunes,

Un chemin de gazon que bordent de vieux aunes.

L’air est vif. Par moment um oiseau vole avec

Quelque fruit de la haie ou quelque paille au bec,

Et son reflet dans l’eau survit à son passage.

C’est tout.

Mais le songeur aime ce paysage

Dont la Claire douceur a soudain caressé

Son rêve de bonheur adorable, et bercé

Le souvenir charmant de cette jeune fille,

Blanche apparition que chante et qui scintille,

Dont rêve lee poète et que l‘homme chérit,

Évoquant em sens voeux dont peut-être on sourit

Que son âme depuis toujours pleure et réclame.

I

Aquecida e dourada a manhã se adoça

O centeio e o trigo molhados nas poças,

Azulada guardando fresca a noite finda

Mesmo sem tino seguindo sua sina; ainda

Ao longo do córrego com mato trigueiro,

De relva bordado o caminho de amieiros.

O ar é vivo. Por um instante a ave voa fixa

Uma fruta da sebe ou da palha ela bica,

Seu reflexo na água sempre viva à passagem.

Eis tudo.

E o sonhador ama tal paisagem

Cuja clara doçura acaricia súbito

O seu sonho embalado feliz e de súdito

A lembrança se encanta da jovem menina,

Ebúrnea aparição que cintila e que trina,

De quem em sonho poeta e homem conquista,

De repente sua voz sorridente a recita

Companhia que enfim ele achou e que ama

Que sua alma desde sempre lamenta e reclama.